“Tudo bem, então eu decido falar de nós dois. E de repente, as borboletas no estômago começam a se agitar. E os pensamentos não se aquietam dentro da cabeça. O coração bate forte no peito, as palavras vem á tona. Trazem com elas, lembranças de um passado tão bom quanto torturante. Tá tudo tão errado. Essa bagunça toda aqui dentro. Tanto tempo já passou, e a gente nem se falou. Malditas borboletas, só me deixam mais apavorada em saber que eu não te esqueci. E isso me preocupa cada vez mais. Mas enfim, o real motivo de eu estar escrevendo agora é pra falar de nós dois […] E se esse “nós” não existir mais? Ok, que papo mais clichê, mas se pensarmos por outro lado, toda essa história de amor já virou clichê demais, e sim, eu estou falando dele de novo. Que perseguição. Se bem que, lembrar de tudo e não falar de amor é meio impossível a essa altura. Mas o única coisa que deveria ser impossível, era falar da gente. Porque não existe mais, não é? Falta só botar isso na minha cabeça. Ou melhor, no meu coração.